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O forte calor e a incidência da radiação solar, presentes nas últimas semanas, nos remete para o cuidado com a pele e hidratação. Mas o que muitas pessoas esquecem é o cuidado com a saúde dos olhos, que podem sofrer severos prejuízos. Segundo o optometrista Sérgio Jentchmin, membro do Conselho Regional de Óptica e Optometria do RS, estudos recentes indicam que a radiação ultravioleta pode contribuir para melanomas na íris e na conjuntiva, o que remete para o cuidado com a saúde ocular, principalmente em atividades na rua e na praia.

“Esses estudos recentes demonstram porque é tão importante proteger nossos olhos da exposição aos raios ultravioletas. A exposição ao sol causa condições como fotoceratite, pinguécula, pterígio, catarata e degeneração macular. Três artigos recentes estabelecem que a radiação solar também contribui para o melanoma do olho”, explica o optometrista, profissional habilitado para avaliar a condição de todo o sistema ocular, aferindo sua integridade e sinais de deficiência visual que possam ser corrigidas com a receita de óculos ou lentes. Os optometristas também estão aptos a identificar alterações oculares que necessitem de intervenção médica.

Ainda de acordo com o especialista, os raios ultravioletas do sol desempenham um papel nos melanomas uveais na íris, na maioria dos melanomas conjuntivais e em alguns melanomas de mucosa. Ele explica que os raios ultravioletas podem danificar ainda os melanócitos no olho para conduzir a melanomagênese.

“Isso prova não somente a importância de utilizar óculos escuros de qualidade para proteger os olhos como também chapéus e bonés, os quais também são importantes para a saúde ocular”, explica.

Isso é especialmente importante, destaca Sérgio Jentchmin, sob luz solar forte, como na praia, andar de barco, correr, caminhar na rua. Conforme o membro do CROO-RS, os óculos de sol não bloqueiam totalmente os raios ultravioletas e devem ser combinados com meios de proteção adicionais.

Idades mais sensíveis

A absorção por parte dos olhos de raios ultravioletas do sol depende muito da idade da pessoa e do comprimento de onda recebido. Antes da idade de 8 a 10 anos, 2 a 5% da RUV recebidos pelos olhos pode atingir a retina, enquanto acima dos 25 anos, isso será de apenas 1 a 2%.

Outro prejuízo gerado pela exposição ao sol é o desenvolvimento e/ou agravamento de cataratas, a qual é definida pela opacidade parcial da visão ou o chamado cristalino ocular, limitando ou mesmo bloqueando a visão.

Cuidados

1. Usar bonés, viseiras e óculos escuros de qualidade auxilia na preservação dos olhos contra os raios UVA e UVB. Evite utilizar óculos escuros de qualidade duvidosa, pois são ineficazes na ação de protegê-los da radiação e ainda podem comprometer a saúde ocular.

2. Ingerir alimentos saudáveis que contêm vitamina A e C também ajuda para o melhor cuidado com os olhos no verão. Alimentos como cenoura, ovos, verduras verdes devem fazer parte de uma refeição diária, pois agem com mais eficiência na saúde dos olhos.

3. A desidratação ocular acontece intensamente em períodos de tempo quente, porque facilita de forma considerável na evaporação das lágrimas. Por isso é recomendável beber bastante água em dias de temperatura alta para manter um nível adequado de água no organismo e para não prejudicar a visão.

4. Para a região dos olhos, os protetores à base de pó são mais aconselháveis, pois não irritam facilmente a área dos olhos. Produtos líquidos e pastosos devem ser evitados na região em volta dos olhos.

5. Para quem usa óculos de grau, especialistas recomendam usar armações com lentes fotossensíveis que escurecem conforme o contato com os raios UV, evitando desconforto, oferecendo mais proteção sem perder a qualidade visual.

6. Para quem utiliza lentes de contato, a recomendação é não utilizá-las em piscinas, mar e cachoeiras em condição alguma, pois tem maior chance de desenvolver infecções graves, de difícil tratamento na maioria das vezes, podendo levar a úlcera e até mesmo perfuração de córnea. Tais pacientes jamais devem dormir de lente! Essa prática também facilita o aparecimento de infecções graves e lesões corneanas.

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